A partir da Nova Política de Educação Inclusiva no Brasil
estamos num processo de ressignificação
da educação de pessoas com surdez, sob a ótica bilíngüe, percebendo que muitas
questões se colocam, tais como: ainda se pensa na subordinação de uma língua a
outra - L1 x L2; há uma visão educacional priorizando a língua de sinais;
prega-se uma hierarquia nos usos da língua, como se pudesse ser definido a
priori; o bilingüismo, muitas vezes, dá lugar ao bimodalismo; não se leva em
conta a abordagem bilíngüe, considerando as pessoas em seus graus de surdez, a
pessoa com implante coclear, os filhos de pais com surdez, os filhos de pais
sem surdez; a formação de professores bilíngües; os processos de gestualizar,
sinalizar, articular, oralizar, ler e escrever na aquisição e desenvolvimento
das línguas. Há muitos estudos e pesquisas a serem realizados, muitas questões porém,
pouquíssimas respostas. É importante frisar que a perspectiva inclusiva rompe
fronteiras, territórios, quebra preconceitos e procura dar ao ser humano com
surdez, amplas possibilidades sociais e educacionais.
Atendimento
Educacional Especializado para Pessoas com Surdez
O AEE PS, na perspectiva inclusiva,
estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial
e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e
aprendizagem. Deve ser visto como
construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, em que a
organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear,
hierarquizada e fragmentada do conhecimento. O conhecimento precisa ser
compreendido como uma teia de relações, na qual as informações se processem
como instrumento de interlocução e de diálogo. O AEE PS, para que alcance o seu
objetivo mais incisivamente e consiga trazer ao aluno com surdez uma maior
bagagem de conhecimento, e de uma forma mais completa, é dividido em três
momentos distintos: AEE em LIBRAS; AEE para o ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA; AEE para o ensino DE
LIBRAS.
No AEE em LIBRAS o
professor do AEE trabalha em consonância ao professor da sala comum, a
fim de planejarem estratégias diferenciadas para desenvolver o conteúdo
curricular, existe a organização e produção de recursos visuais para facilitar
a compreensão dos conteúdos, deve ser de forma a complementar o que está sendo
estudado em sala de aula e a preferência
para o professor que trabalhará esse momento é que ele seja surdo. Para o AEE de LIBRAS o professor precisa ter conhecimento e
fluência em LIBRAS, deve ser planejado com base na avaliação do conhecimento
que o aluno tem sobre a LIBRAS de forma a enriquecer a aprendizagem,
favorecendo o conhecimento e a aquisição, principalmente de termos científicos. Finalmente, no AEE para o ensino da Língua
Portuguesa o professor,
preferencialmente, deve ser formado em Língua Portuguesa, o objetivo desse
atendimento é desenvolver a competência lingüística, bem como textual, dos
alunos com surdez; a
existência de um amplo acervo textual em Língua
Portuguesa, capaz de oferecer ao aluno a pluralidade dos discursos;
Que o respeito à
diversidade, em todos os sentidos, seja garantido, que os alunos aprendam, bem,
da forma que lhes for mais própria, que esse “Ensino para a Diversidade” seja
garantido pelo PPP da escola, que o professor mude a sua prática pedagógica, que
o aluno com surdez sinta-se pertencido, possa conversar, e ser compreendido,
por todos em seu ambiente escolar.

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