“O MODELO DOS MODELOS”
O
texto nos ajuda a refletir sobre o nosso olhar com relação ao outro e, por que
não, com relação ao mundo, de maneira geral. Criamos uma conduta social, pré
criamos um conceito, estabelecemos regras, exemplificamos, criamos um estereótipo,
tomamos algo por base e queremos que o outro siga, mesmo que nós não consigamos
agir da mesma forma. Temos esse grande defeito: apontamos a falha do outro,
mesmo fazendo a mesma coisa. Concebemos um
modelo aceitável, um exemplo a seguir e, se alguém difere um pouco desse
modelo, não sabemos como reagir, ou sabemos até demais: o deixamos de lado.
Como
professores, quer seja da Sala Comum ou da Sala de Recurso Multifuncional,
temos que está sempre nos policiando com relação a isso. Não podemos esperar
que todos os nossos alunos sejam da mesma forma, pensem, ajam e se comportem
seguindo o mesmo modelo, até porque, NÃO HÁ UM MODELO. Cada um tem a sua
bagagem cultural, a sua experiência de vida, tristezas e alegrias, dificuldades
ou não, que o levaram até ali, e que são experiências únicas, não tendo como,
exatamente por isso, outros pensarem e agirem da mesma forma.
Essa
quebra do modelo que nós projetamos dói, faz sofrer, nos faz perder o rebolado.
Não saber como agir nos sacode para que tenhamos outra visão sobre tudo, para
que percebamos o outro, e a nós mesmos, de forma diferente. Uma vez sabedores
dessa pluralidade humana, quer seja sexual, cultural, social ou comportamental,
faz-se necessário que tenhamos a mente aberta, flexível, acolhedora a tudo, e
todos, que desconstruamos os modelos, ou modelos dos modelos, para que possamos
viver, cada experiência, mais intensamente.
